A primeira coisa que Roberto ouvia era o barulho do molho de chaves lá no portão de entrada do condomínio. Sempre depois da meia-noite, antes da 1h. A essa hora, a rua já estava vazia, as crianças já dormiam e os poucos apartamento que sobravam acordados iam apagando suas luzes. Sabia que ia demorar uns segundos, umas duas ou três tentativas, até acertar o buraco. Vez ou outra a chave esbarrava na fechadura e caía no chão, puta merda, sussurrava ela pra si mesma. E então o barulho das rodas da bicicleta girando, acompanhadas pelos fiéis pedais que seguiam firmes no seu caminho, sem parar de girar nem uminha só volta.
Mais uma parada. Chaves. Agora ela já se encontra perto dele. Bem perto. De trás da porta do apartamento localizado no térreo onde ele estava, até ela, dava pouco mais de 1 metro de distância. Uma sala de estar e um hall de entrada de prédio, separados apenas por uma porta de madeira. A fotografia emoldurada que normalmente está pendurada atrás da porta já se encontra sobre a mesinha do corredor, ao lado do relógio recém tirado do pulso e do molho de chaves, e dá lugar para a orelha dele, encostada, colada na porta. Buraco da fechadura. Ela acertou de primeira hoje. As rodas voltam a fazer barulho e em seguida a porta bate. Agora é hora de relaxar, né safada. Apenas o barulho de alguns passo escada acima, que vão dando espaço para segundos de silêncio e tensão, até que outra porta bate, no segundo andar, dessa vez com menos força.
Ele sabia de cor a rotina que deveria cumprir: apagar as luzes da sala e da cozinha, colocar o celular no silencioso, correr para o quarto, deitar na cama, ligar o gravador do celular e esperar. Já foi tirando o pau pra fora. Isso aí, bem durinho como eu gosto, pra meter logo dentro de ti que já vai chegar no quarto com a bucetinha toda molhada. Tinha uma brincadeira que fazia todas as noites consigo mesmo: devia adivinhar o que viria antes, se o gemido gostoso ou o barulho que o vibrador dela fazia. Caso ele errasse, seria punido. E devia cumprir a punição sem desculpas, sempre na mesma noite. Mas só depois que gozassem! Nesse dia, arriscou dizer que seria o gemido.
Passos leves no quarto, bem acima do dele. Pouco mais de 3 metros de distância. Entram, rápidos e diretos, saem. A torneira do banheiro é aberta e jorra água com força, que Roberto ouve atentamente do andar de baixo, deitadinho na cama, esperando. Ela fecha a torneira, demora uns segundos e volta caminhando até o quarto, até que os passos param e ele ouve uns rangidos que a madeira da cama faz por receber um peso inesperado. O vibrador começa a fazer barulho. O pau dele dá um pulo de prazer misturado com surpresa. Neste momento, ele agarra o pau com vontade e não solta mais. Isso, mete gostoso essa rola dentro dessa tua bucetinha linda. Ele segura o pau pela base, apertando bem ele entre as mãos, e começa a movimentar, de cima para baixo, bem devagar, passando por todos os seus 26 centímetros de comprimento. Ouve o vibrador entrando e saindo da buceta dela num movimento mais acelerado e acompanha. Estão no mesmo ritmo. Enfia essa rola inteira que eu quero te sentir todinha. Ela começa a gemer baixinho.
Dá pra ouvir até o barulho da lubrificação quando o pau entra e sai de dentro dela. Tava tão excitada que nem precisou de lubrificante, né. Ela vai gemendo mais alto, se contorcendo pela cama. Agarra o travesseiro que tá embaixo da cabeça dela, vai explodir de tesão. Ele bate cada vez mais forte, o pau já tá latejando. Segura, segura... Vamo! Ela dá um grito de tesão. Isso! Isso! Vamo juntos. Jorra porra por cima do lençol e da barriga dele. O pau, já mole, cai, ainda envolto pela mão dele. O lençol dela tá todo molhado e o quarto pequeno cheira a sexo. O vibrador continua fazendo um barulho abafado, e é só o que se ouve pelos próximos 15 segundos.
A cama range novamente e em seguida o vibrador silencia. Ela dá uns passos no quarto, devagar. Desliga a luz e volta a se deitar. Ele se levanta em seguida, vai até o banheiro e se lava, na pia mesmo, só pra tirar a porra quase seca que ainda tá grudada na barriga e começa a enroscar os pêlos uns nos outros. Abre a portinha do armário embaixo da pia e pega um plug anal, rosa, de uns 10 centímetros. Hoje seria noite de punição novamente.
Desliga a luz do banheiro e caminha até o quarto. Desliga a luz do quarto e se deita, de barriga pra cima. Abre bem as pernas e enfia o plug no cu. Pega o travesseiro que fica ao lado do dele e coloca entre as pernas, pro plug não escapar. Por último, pega o celular que tá em cima do bidê, pausa o gravador que esqueceu ligado e programa o despertador pras 07:08 AM.
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