quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Gozar junto

A primeira coisa que Roberto ouvia era o barulho do molho de chaves lá no portão de entrada do condomínio. Sempre depois da meia-noite, antes da 1h. A essa hora, a rua já estava vazia, as crianças já dormiam e os poucos apartamento que sobravam acordados iam apagando suas luzes. Sabia que ia demorar uns segundos, umas duas ou três tentativas, até acertar o buraco. Vez ou outra a chave esbarrava na fechadura e caía no chão, puta merda, sussurrava ela pra si mesma. E então o barulho das rodas da bicicleta girando, acompanhadas pelos fiéis pedais que seguiam firmes no seu caminho, sem parar de girar nem uminha só volta.

Mais uma parada. Chaves. Agora ela já se encontra perto dele. Bem perto. De trás da porta do apartamento localizado no térreo onde ele estava, até ela, dava pouco mais de 1 metro de distância. Uma sala de estar e um hall de entrada de prédio, separados apenas por uma porta de madeira. A fotografia emoldurada que normalmente está pendurada atrás da porta já se encontra sobre a mesinha do corredor, ao lado do relógio recém tirado do pulso e do molho de chaves, e dá lugar para a orelha dele, encostada, colada na porta. Buraco da fechadura. Ela acertou de primeira hoje. As rodas voltam a fazer barulho e em seguida a porta bate. Agora é hora de relaxar, né safada. Apenas o barulho de alguns passo escada acima, que vão dando espaço para segundos de silêncio e tensão, até que outra porta bate, no segundo andar, dessa vez com menos força.

Ele sabia de cor a rotina que deveria cumprir: apagar as luzes da sala e da cozinha, colocar o celular no silencioso, correr para o quarto, deitar na cama, ligar o gravador do celular e esperar. Já foi tirando o pau pra fora. Isso aí, bem durinho como eu gosto, pra meter logo dentro de ti que já vai chegar no quarto com a bucetinha toda molhada. Tinha uma brincadeira que fazia todas as noites consigo mesmo: devia adivinhar o que viria antes, se o gemido gostoso ou o barulho que o vibrador dela fazia. Caso ele errasse, seria punido. E devia cumprir a punição sem desculpas, sempre na mesma noite. Mas só depois que gozassem! Nesse dia, arriscou dizer que seria o gemido.

Passos leves no quarto, bem acima do dele. Pouco mais de 3 metros de distância. Entram, rápidos e diretos, saem. A torneira do banheiro é aberta e jorra água com força, que Roberto ouve atentamente do andar de baixo, deitadinho na cama, esperando. Ela fecha a torneira, demora uns segundos e volta caminhando até o quarto, até que os passos param e ele ouve uns rangidos que a madeira da cama faz por receber um peso inesperado. O vibrador começa a fazer barulho. O pau dele dá um pulo de prazer misturado com surpresa. Neste momento, ele agarra o pau com vontade e não solta mais. Isso, mete gostoso essa rola dentro dessa tua bucetinha linda. Ele segura o pau pela base, apertando bem ele entre as mãos, e começa a movimentar, de cima para baixo, bem devagar, passando por todos os seus 26 centímetros de comprimento. Ouve o vibrador entrando e saindo da buceta dela num movimento mais acelerado e acompanha. Estão no mesmo ritmo. Enfia essa rola inteira que eu quero te sentir todinha. Ela começa a gemer baixinho.

Dá pra ouvir até o barulho da lubrificação quando o pau entra e sai de dentro dela. Tava tão excitada que nem precisou de lubrificante, né. Ela vai gemendo mais alto, se contorcendo pela cama. Agarra o travesseiro que tá embaixo da cabeça dela, vai explodir de tesão. Ele bate cada vez mais forte, o pau já tá latejando. Segura, segura... Vamo! Ela dá um grito de tesão. Isso! Isso! Vamo juntos. Jorra porra por cima do lençol e da barriga dele. O pau, já mole, cai, ainda envolto pela mão dele. O lençol dela tá todo molhado e o quarto pequeno cheira a sexo. O vibrador continua fazendo um barulho abafado, e é só o que se ouve pelos próximos 15 segundos.

A cama range novamente e em seguida o vibrador silencia. Ela dá uns passos no quarto, devagar. Desliga a luz e volta a se deitar. Ele se levanta em seguida, vai até o banheiro e se lava, na pia mesmo, só pra tirar a porra quase seca que ainda tá grudada na barriga e começa a enroscar os pêlos uns nos outros. Abre a portinha do armário embaixo da pia e pega um plug anal, rosa, de uns 10 centímetros. Hoje seria noite de punição novamente.

Desliga a luz do banheiro e caminha até o quarto. Desliga a luz do quarto e se deita, de barriga pra cima. Abre bem as pernas e enfia o plug no cu. Pega o travesseiro que fica ao lado do dele e coloca entre as pernas, pro plug não escapar. Por último, pega o celular que tá em cima do bidê, pausa o gravador que esqueceu ligado e programa o despertador pras 07:08 AM.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Olhando bem dentro do meu olho

Já tinha passado das oito da noite quando ele chegou lá em casa. Tinha prometido trazer vinho e mais uma guria com ele. Chegou de mãos vazias, tímidas mas ligeiras, acariciando minhas costas já na entrada do prédio.

Por sorte, eu tinha uma garrafa de vinho fechada em casa. Por azar, eu ainda não tinha comprado meu abridor novo e juntos tivemos que dar um jeito de abrir aquilo com uma faca mesmo. Assim que chegamos na cozinha, minha gata apareceu por ali. Diferente do que já aconteceu com muitos caras, ele não se incomodou com a Lola e até brincou um pouco com ela. Contou dos dois gatos que tinha em casa e de como ele achava que as pessoas que tinham gatos eram mais confiáveis e maduras que as que eram donas de cachorros. Entre pedaços de rolha flutuando dentro das taças, som do apartamento do vizinho invadindo a minha casa e risadas nervosas, brindamos. Nessa hora eu já imaginava que a noite ia ser foda.

Ele era alto, charmoso, interessante e tava disponível a noite inteira pra mim. Nos sentamos cada um de um lado da bancada e tínhamos bastante assunto em comum. Falamos dos nossos autores preferidos, contamos um pro outro sobre nossas viagens e compartilhamos experiências anteriores que tivemos com outras pessoas com bastante naturalidade e interesse.

Foi quando nossas mãos se tocaram no ar que eu percebi que o vinho tinha acabado. Dei a volta por trás dele pra ver se achava outra garrafa pela cozinha. Como não achei, ia sentar de novo no meu banco pra gente pensar no plano B. Fui até o outro lado da mesa, contornando ele e passando a mão devagar pelo ombro dele.

Eu não tinha me sentado direito ainda quando ele chegou mais perto, me puxou pelo braço e me beijou. Me beijou com vontade. Já foi abrindo a minha camisa e pegando meus seios com força por baixo do sutiã. O tesão era tão grande que eu arranhava as costas dele com força com uma mão enquanto, com a outra, abria o zíper da calça dele. Nisso senti o pau enorme por baixo da calça, latejando de prazer. Queria tirar aquela camisa logo e sentir a pele dele colada na minha. Quando ele soltou meus lábios pra lamber o meu pescoço, eu chamei ele pra ir pra minha cama.

Fomos, nos agarrando. Um foi tirando a camisa do outro. Abrindo as calças. Sem parar pra nada. Liguei a luz em um só tapa contra a parede. Queria ver bem direitinho aquele cara. De cima a baixo. Reparar em todos os detalhes daquele corpo que, só de cueca, agora me pegava com força e me jogava de costas na cama.

Ele veio por cima de mim e, pro meu delírio, a boca dele foi direto no meu mamilo, com tanta vontade que quase arrancou o meu piercing. Devagarinho, ele foi descendo, mordendo a minha barriga, até chegar na minha calcinha. Só com a língua e com os dentes, ele foi tirando ela, que já tava bem molhada de tão excitada que eu tava. Ele deu uma só lambida bem demorada e molhada na minha boceta, que veio lá de baixo e foi subindo, passando pelo meu umbigo e pelo meio dos meus peitos até chegar no meu queixo com uma mordidinha que quase me fez gozar.

Eu já sentia o pau dele saindo pra fora da cueca, roçando no meu clitóris, quando a boca dele chegou bem perto da minha e, olhando bem dentro do meu olho, ele disse:

- Miau.

Hoje, se me perguntam se alguma vez eu já fingi que gozei, minto que não. E lembro desse dia.